​A obra da artista plástica feirense Alexandra de Pinho tem tecidos, pedaços de roupa, texturas, palavras bordadas, padrões, máquinas de escrever, linhas cosidas na tela. "(Des)escrita" é o nome da sua mais recente exposição que mora nas paredes do We Art - Aveiro Business Center até 12 de Abril. (...)
Diz quem sabe que a obra de Alexandra de Pinho é uma "elegia ao cosmos antropológico". A sua mostra, nas palavras da própria autora, "presta-se à permeabilidade das influências, à (re)construção do pensamento crítico na estreita relação com os livros, a lâmpada, as máquinas literárias presentes". "Evoca um discurso de reflexão que torna possível escrever/ler o corpo e com o corpo" - acrescenta. A palavra e o corpo, o corpo e a palavra. Quadros que falam, que lembram origens, caminhos, muitas vezes desenhados com linhas que sugerem traços.

"Uma obra que não nos deixa regressar ao esquecimento da marca primeira que nos lançou no mundo e que exalta a presença de um testemunho, de uma derivação, de uma metamorfose" - descreve Paulo Alexandre e Castro. "É na essência que o artista vive, é pela essência que o artista morre, na eterna demanda da luz que aclara o acesso ao processo criativo, à criação. Alexandra de Pinho sabe-o e presenteia-nos com a luminescência das  matérias íntimas do mundo" - acrescenta.





Terras da Feira edição de 28.1.2013, p.14

Alexandra de Pinho expõe obras em Aveiro
(Des)escrita" torna possível ler com o corpo

São trabalhos feitos com tecidos, linhas e tinta acrílica sobre a tela. Há muito que a artista plástica Alexandra de Pinho nos habituou a isto: fibras roubando lugar ao traço da pintura, pigmentos têxteis a concorrer com a tinta. Nas suas obras encontram-se palavras cosidas com agulha e fragmentos de roupas que podíamos ter usado ontem mesmo - e aí é quase inevitável sentirmos essas palavras junto ao nosso corpo, pois são palavras enroupadas e a roupa é desde que nascemos a nossa segunda pele perante o mundo. Esta série de trabalhos evoca "um discurso de reflexão que torna possível escrever/ler o corpo e com o corpo", explica Alexandra de Pinho no texto de apresentação da exposição "(des)escrita". A mostra pode ser visitada até 12 de Abril na WeArt, em Aveiro, de segunda a sexta-feira das 10h às 20h.



P3, Público 21.01.2013

"Aqui escrevem-se livros enroupados"
Galeria P3 | Público
Inauguração das exposições das artistas plásticas
Alexandra de Pinho e Cláudia Lopes foi um êxito
 
Textos de Imprensa Press Texts

Mais de 50 pessoas estiveram na inauguração das exposições das artistas plásticas Alexandra de Pinho e Cláudia Lopes, que decorreu no espaço da WE ART, no Aveiro Business Center. Paralelamente, a marca Mercedes associou-se à Agência de Arte We Art e estão alguns dos seus veículos em exposição no Parque do Aveiro Business Center.

Le Monde Diplomatique
Publicação da obra Narrativa de Fugas I​

Narrativa de Fugas I

Tecidos, Linhas e tinta acrílica sobre tela

(160x160cm)

2010



Edição Portuguesa: Março, 2012 pp. 34-39

​Discursos (Ex)Cêntricos

Tecidos, Linhas e tinta acrílica sobre tela

160x160cm

2011



Edição Portuguesa: Abril, 2012 pp. 34-39

Le Monde Diplomatique
Publicação da obra Discursos (Ex)cêntricos
"Há mais magníficos do concelho a dar cartas por cá e pelo mundo"
Alexandra de Pinho Artista Plástica
"Palavras, botões e missangas também constroem quadros"
Alexandra de Pinho volta a expor na Biblioteca Municipal

 

Santa Maria da Feira - Alexandra de Pinho
Scriptorium - Lugar da Escrita

A sua obra tem percorrido o País e não só. Alexandra de Pinho, artista plástica, trabalha com as mãos, os olhos. Com o coração. A sua obra tem tecidos, pedaços de roupa, texturas, palavras bordadas, padrões, máquinas de escrever, linhas cosidas na tela. Tem também umbigos, lâmpadas, livros, estantes, rostos. Liberdade. Os seus quadros têm tido lugar de destaque em exposições individuais e colectivas. Dentro e fora do Concelho. Dentro e fora do País.

 

Terras da Feira, 25.03.2013, p.8

​A artista plástica Alexandra de Pinho está de regresso à sala de exposições da Biblioteca Municipal com a mostra “Scriptorium”. Alexandra volta a reflectir sobre o corpo humano. São 30 quadros que nascem com retalhos, botões, missangas, palavras, máquinas de escrever. Com citações cosidas à mão no próprio suporte das obras que fazem pensar, que obrigam a olhar para dentro. Andréia Azevedo Soares, jornalista do Público, respiga esta mostra artística. “No lugar da escrita que nos é apresentado, as máquinas de escrever estão omnipresentes. Por vezes, vêm aos pares e dialogam entre si. São testemunhas de páginas em branco, rasuras, falta de inspiração, formidáveis combinações de palavras, pausas imprevistas e emoções que acompanham um ponto final” - escreve a jornalista. 

Terras da Feira, 2014

​Palavras e retalhos convivem nos trabalhos da artista plástica, nos quais as máquinas de escrever estão omnipresentes. 

Por Ana Luísa Barroso in Revista Visão, 2014



(des)escrita é o nome da exposição de Alexandra de Pinho artista plástica, natural de Santa Maria da Feira e formada pela Faculdade de Belas Artes do Porto, que conta já com um vasto e sólido percurso que inclui diversas exposições coletivas e individuais, várias publicações e diversos prémios arrecadados. A exposição que apresenta na We Art evoca um “discurso de reflexão que torna possível escrever/ler o corpo e com o corpo e retrata um lugar da transitoriedade e da multiplicidade de sentidos entre palavras e objetos de desejo, entre a expressividade justaposta dos tecidos e as linhas cosidas na telas”. (...)


www.ideaisconcertadas.pt/ fev. 2013

ALEXANDRA DE PINHO - ARTISTA PLÁSTICA / FINE ARTIST

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